Friday, March 24, 2006

EU AMO MEU IRMAO

Pense num homem bom o meu irmao mongol!
Aproveitou que minha amiga estava vindo e me mandou trezentos presentes!!!!
Dentre eles :

Meus bonecos do Sitio do picapau amarelo que ele trocou por notas do Bompreco... por sinal o unico que ele nao conseguiu foi a Emilia, entao quem quiser fazer a doacao me envie mensagem!

Barras de doce de leite EMBARE, hummm!

Muitas e muitas contas e micangas e material de artesanato pra que eu faca minhas criacoes e ganhe uma graninha!

Geleia de mocoto pra que eu fique forte e resistente!!!
E um monte de outras coisas que nao tem aqui nessa terra de corno!!

Nao vejo a hora de usufruir de tanta gentileza!!!


Thursday, March 23, 2006

A GAIA

O orkut nos oferece a magia de reencontrarmos gente que fez parte do nosso passado. Eu por exemplo encontrei la o autor de minha primeira gaia e convidei o dito cujo pra ser meu amiguinho do orkut: ele aceitou.
Quando eu entrei na faculdade eu era muito mongol. Muito mesmo!! (Ainda sou uma besta quadrada, vale salientar!).
Conheci um carinha da minha classe que morava em Olinda, e que sempre me dava carona de volta pra casa. Um detalhe e que ele dava carona a todo mundo, inclusive gente que morava no Cordeiro, Boa Viagem, etc. O pai dele era juiz e podia pagar a gasolina numa boa... Saiamos da Catolica e iamos naquela romaria, deixando a galera mais pobre que nao tinha carro em casa.
Esse carinha era metido que so vendo. Pense num cara que se amava (ate hoje eu acho que ele pintava o cabelo dele de louro!). So sei que ele passou a me dar a maior bola. E eu nas minhas carencias fui aceitando tudo achando otimo, claro!
Um dia ele propos que nos namorassemos escondido, pra galera da nossa turma nao encher o saco. E eu topei! (ainda me pergunto, por que eu topei: merda na cabeca, sem duvida!).
Claro que nao deu certo, pois os motivos pelos quais ele queria namorar escondido era porque ele 'namorava' escondido com um monte de gente! Acabou que um dia a ficha caiu e eu ate me dei bem com a 'experiencia'.
Conheci outras meninas que 'namoraram' com ele e riamos de nossa burrice. Ficavamos com raiva tambem, afinal ninguem gosta de fazer papel de otario. Uma dessas meninas me disse certa vez: "Ali e muito teatro!".
E nao e que ele fazia teatro mesmo? Depois de descobrir outros podres dele vi que era um otimo ator... digno de um Oscar!
Durante o nosso 'namoro' ele se derretia todo dizendo que mesmo que a gente acabasse ele gostaria de ser especial na minha vida, que eu nunca esquecesse dele.
Pois agora lhe digo 'mofi' que voce foi muito especial mesmo: foi minha primeira 'gaia' registrada em cartorio!
E viva a sabedoria popular: "Chifre nao existe, e algo que botam na sua cabeca!"
Mas pra algo que nao existe...doi que so a p...

Tuesday, March 21, 2006

BACANA

Tive um amigo que ia sempre comigo a Bacana tomar sorvete.
A gente sempre tomava dois sorvetes de duas bolas, sempre de sabores diferentes, pra um poder roubar um pouquinho do do outro e assim experimentar os milhoes de sabores que a Bacana oferecia.
Dos milhoes de sabores eu experimentei todos ou quase todos:
Creme do Ceu - que era de um azul 'cheguei' tao aceso que so vendo.
Pitomba - Ca pra nos, tinha gosto era de caroco, pois acho que passavam no liquidificador a pitomba com caroco... bem nao e pra menos porque imagina o papel de corno ficar separando a 'carne' da pitomba do caroco.
Tapioca - odiei esse, nao sei nem descrever o gosto.
E muitos outros sabores... dos mais 'normais' eu tinha como favoritos pitanga e tangerina.
Depois do trabalho na sexta-feira eu e meu amigo iamos pela orla de Olinda devagarinho ate chegar na Bacana. Era um otimo passeio, pois tinha aquele cheirinho de mar entrando suavemente narina adentro e coisa e tal.
Meu amigo, as vezes, ate pagava sorvete pra mim. E era ja tardinha quando a gente se deliciava nos sorvetes e no que um tinha pra contar ao outro.
Muitas vezes, por entre tantos sorvetes, encontrava-nos quase em transe, mudos, admirando e analisando um ao outro. E foi num desses silencios que eu percebi que ele gostava de mim... (e o pior) e eu dele! Vale destacar, eramos apenas amigos, pois eu tinha 'o gaizo' e ele um 'tico-tico-no-fuba' como ele mesmo dizia.
Naquele dia mesmo ele me convidou pra comer macaxeira frita na casa dele. E eu fui. Mas quando estavamos la, juntos, deitados naquela esteira pra assistir um filme, com a bacia de macaxeira frita entre nos, bate na porta uma galera e nos convida pra ir tomar uma. E eu topei na hora, afinal eu era muito covarde e isso era a otima desculpa que eu precisava pra fugir dali o mais depressa... antes de enfeitar a cabeca do 'gaizo' com um par de chifres!
Meu amigo chateou-se (pudera), mas continuou meu amigo. Tempos depois a 'tico-tico-no-fuba' veio morar com ele e, aos poucos ele, acho que por causa dela, afastou-se de mim e de todas as outras pessoas que conheciamos.
Lembro com saudade de ve-lo na janela com o radio de pilha grudado no ouvido durante as partidas de futebol; do cheiro da macaxeira frita, sua especialidade; e principalmente da brisa do mar e do sabor do sorvete naquelas visitas a Bacana.
Hoje em dia nao sei o que e feito dele, nao sei pra onde se mudou, o numero de seu telefone, ou ate, acreditem seu sobrenome.
So sei que quando ouco 'Chao de Giz' me vem tao nitida a memoria: o sabor de sorvete favorito dele era 'zebrata'!

Monday, March 20, 2006

CHEIROZIN A MUNETE!


Pensem que eu sou brega, que eu nao to nem ai... mas mesmo com toda a parafernalia francesa que se consegue por aqui pela Inglaterra, nada cheira melhor do que Alma de flores!!!

Sunday, March 19, 2006

MORFOLOGIA & SINTAXE

Ela adorava comprar roupas nas lojas de caridade. Comprou, certa vez, um vestido de chita tao estampado de rosas azuis, que parecia ate cortina dos anos 70.
Ele era um homem das letras e curtia escrever sobre o cotidiano. Ah! tambem era tricolor doente e gostava de andar de touca e pijama nas ruas do bairro onde morava.
Certo dia se encontraram, por acaso...ou nao!?!?!, atraves de um texto. E comecaram, assim que meio devagar, a engatar num romance: de paragrafos, frases, palavras e rimas.
Ela, preposicao, sentia-se dividida, pois era tanto amor e loucura que a culpa incendiava sua mente. Tanta dor e culpa lhe deixaram inerte, afinal tinha ela, pois, um sujeito: determinado. Esse sujeito, ca pra nos, tinha pessimos predicados, verbais e nominais e talvez ate verbo-nominais, nao sei!. Pra disfarcar ela queria viver numa oracao sem sujeito por um tempo e depois, so depois, 'determinar' o sujeito oculto da cobra coral.
Ele, verbo transitivo indireto pedia preposicao. E a atraia, puxava, pedia pra que ela largasse o 'sujeito' (pudera, com aqueles predicados!) e viesse no primeiro aviao formar com ele uma oracao. Que teria que ser subordinada substantiva objetiva indireta, pois ela, preposicao, carregava sempre consigo um objeto indireto, resultado de sua uniao com o 'sujeito'.
Tentaram formar um poema, nao deu, pois eram muitas teses e antiteses e vez por outra ele, o verbo, perdia a paciencia, e ela, a preposicao, perdia a esperanca.
Ate virar soneto de rimas perfeitas muita oracao subordinada substantiva adverbial cruzara esses caminhos... causa, tempo, consequencia, condicao, comparacao, concessao, proporcao, conformidade para enfim chegar a finalidade dessa historia.
Mas ha de rolar tanta coisa, porque 'putsgrila' como e rica essa nossa lingua portuguesa!

Para duas criaturas: uma que eu conheco tao bem e outra a quem um dia (tomara) eu venha a conhecer!