EL GATO QUE ESTA TRISTE Y AZUL
Era janeiro de 98 quando eu fui 'morar' com os Berry. Eles, bem ingleses, eram de 'poucos amigos' com excecao de Sarah, neta deles, que era um amor. Era com ela que eu jogava gamao ate tarde, pra passar o tempo.
Uma dia um outro estudante veio morar conosco. Nunca vou esquecer aquela figura! Bigodao, cabelo escovado pra tras estilo 'tempos da brilhantina', e uns casacos que pense!!! Nao sei o porque, mas ele sempre andava com a gola do casaco pra cima, estilo gola de capa de vampiro.
Ele era um Cri-cri, reclamava de tudo, tinha mania de limpeza e um bando de coisas que nao vale a pena nem relatar.
Deu certinho pra mim, pois eu sempre atrai doido mesmo. E, de repente, ele virou meu amigo Toddynho (companheiro de aventuras). Era impossivel ver um sem ver o outro.
E na escola ja rolava o comentario... namoro ou amizade?
Amizade, pois havia um 'pequeno detalhe', ele era casado.
Acho que ele tava afim de mim, mas eu nao conseguia encarar um homem casado! Logo eu, virgem e sa, como dizia dona Carmelita.
Houve momentos que eu quase caio na tentacao, afinal eu nao sou de ferro... principalmente quando ficavamos ate altas horas, na minha cama, conversando sobre tudo, todos e mais alguma coisa. Por que sera que eu tinha tanto medo de 'viver'?
Pra Cri-cri tudo era dificil, ou como ele mesmo dizia 'catastrophic'. Tudo, sem excecao, era catastrophic!
Ele me chamava de Coquine. Por que? tai ate hoje nao sei direito.
Eu, na epoca, era ainda pior da cabeca do que hoje. Metia-me em tudo que era aventura, confusao... e la, num tal de 'Cafe Brazil' metia-me nas tequilas. Um dia eu fiquei tao trololo da cabeca que eu ate pensei... e hoje!
No caminho de casa fomos deixar 'Neanderteia' na casa dela. (Vale salientar que eu e Neanderteia, dupla dinamica, juntas nao valiamos o que o gato enterra.) Sei que a porta da casa tava aberta e achamos que a casa tava sendo roubada. Nao deu outra: super Cri-cri veio para nos salvar...
Cri-cri: como se dice hay alguien en la casa en ingles?
Eu: Is there anybody in?
Foi o maior grito que eu ouvi na minha vida. Essa criatura de cabelo pra cima, bigodao, e casaco de vampiro...
Cri-cri: Is there anybody innnnnnnnnnnnnnn?
Pode ate nao ser engracado pra voce, leitor, mas eu quase me mijei. Alias toda a 'trupe' que nos acompanhava.
Foram varias e 'catastrophic' comedias.
Um dia me deu a doida e eu fui pra Paris no fim-de-semana. Quando cheguei, em cima da minha cama, tinha: um jarro com rosas vermelhas, um ursinho de pelucia e um cartao lindo que dizia "quando chegares vai ao meu quarto". Sugestivo, nao?
Fui, e voltamos ao meu quarto equipados com champagne e bombas de chocolate.
Foi outra daquelas noites sem fim.
Lembro que ele me falou que eu tinha mudado a vida dele, que tinha feito ele enxergar a vida de outra maneira, menos Cri-cri. Menos catastrophic!
Ficamos muito proximos mesmo, mas eu curti cada minuto, pois sabia que tudo voltaria a ser catastrophic quando ele voltasse pra mulher dele. E assim o foi, paramos por ali mesmo, quando voltei ao Brasil com o meu jarro de rosas vermelhas.
Acreditem, eu nunca sequer dei um beijo nele... nem quando ele apareceu de cueca verde na minha frente, nem quando ele me pediu pra ficar com ele, nem ... em um mundo de ocasioes.
Foi ele que cantou a musiquinha a que me referi no post anterior... e foi ele tambem com quem eu falei hoje a tarde, depois de quase dez anos.
Pois e, achei o numero dele na internet. (ah essa internet!!!) E, na maior cara de pau, liguei pro trabalho dele, e ainda fiz suspense.
Eu falei de mim, ele falou dele. Eu falei mais de mim, e ele falou mais dele. No entanto, nao falamos de nos.
Ele ficou muito serio durante a conversa, e eu fiquei muito nervosa... talvez porque ele tava muito serio.
O homem com quem eu falei hoje...pode ate ser o 'meu' Cri-cri, mas nao era o Cri-cri que me cantava musicas de Roberto Carlos em espanhol, principalmente a musica do gato ' que hace compania', muito menos aquele que me seguia pra todos os lugares.
Talvez a vida tenha sido cruel (catastrophic) com Wilza Carla e com ele tambem. Nao sei.
So sei que depois de um tempo no Brasil, as rosas vermelhas morreram. 'As flores do jardim da nossa casa, morreram todas de saudades de voce...'
Depois de acessos de riso com Neanderteia no telefone, bateu uma tristeza. Ou ele voltou a ser um Cri-cri catastrophic em potencial, ou ele tava se cagando com o fato desse fantasma do passado reaparecer assim do nada. Mofi, eu sou a mosca que pousou em sua sopa!
"El gato que esta en la oscuridad sabe que en mi alma, una lacrima hay".
Quem sabe na proxima vida?
Uma dia um outro estudante veio morar conosco. Nunca vou esquecer aquela figura! Bigodao, cabelo escovado pra tras estilo 'tempos da brilhantina', e uns casacos que pense!!! Nao sei o porque, mas ele sempre andava com a gola do casaco pra cima, estilo gola de capa de vampiro.
Ele era um Cri-cri, reclamava de tudo, tinha mania de limpeza e um bando de coisas que nao vale a pena nem relatar.
Deu certinho pra mim, pois eu sempre atrai doido mesmo. E, de repente, ele virou meu amigo Toddynho (companheiro de aventuras). Era impossivel ver um sem ver o outro.
E na escola ja rolava o comentario... namoro ou amizade?
Amizade, pois havia um 'pequeno detalhe', ele era casado.
Acho que ele tava afim de mim, mas eu nao conseguia encarar um homem casado! Logo eu, virgem e sa, como dizia dona Carmelita.
Houve momentos que eu quase caio na tentacao, afinal eu nao sou de ferro... principalmente quando ficavamos ate altas horas, na minha cama, conversando sobre tudo, todos e mais alguma coisa. Por que sera que eu tinha tanto medo de 'viver'?
Pra Cri-cri tudo era dificil, ou como ele mesmo dizia 'catastrophic'. Tudo, sem excecao, era catastrophic!
Ele me chamava de Coquine. Por que? tai ate hoje nao sei direito.
Eu, na epoca, era ainda pior da cabeca do que hoje. Metia-me em tudo que era aventura, confusao... e la, num tal de 'Cafe Brazil' metia-me nas tequilas. Um dia eu fiquei tao trololo da cabeca que eu ate pensei... e hoje!
No caminho de casa fomos deixar 'Neanderteia' na casa dela. (Vale salientar que eu e Neanderteia, dupla dinamica, juntas nao valiamos o que o gato enterra.) Sei que a porta da casa tava aberta e achamos que a casa tava sendo roubada. Nao deu outra: super Cri-cri veio para nos salvar...
Cri-cri: como se dice hay alguien en la casa en ingles?
Eu: Is there anybody in?
Foi o maior grito que eu ouvi na minha vida. Essa criatura de cabelo pra cima, bigodao, e casaco de vampiro...
Cri-cri: Is there anybody innnnnnnnnnnnnnn?
Pode ate nao ser engracado pra voce, leitor, mas eu quase me mijei. Alias toda a 'trupe' que nos acompanhava.
Foram varias e 'catastrophic' comedias.
Um dia me deu a doida e eu fui pra Paris no fim-de-semana. Quando cheguei, em cima da minha cama, tinha: um jarro com rosas vermelhas, um ursinho de pelucia e um cartao lindo que dizia "quando chegares vai ao meu quarto". Sugestivo, nao?
Fui, e voltamos ao meu quarto equipados com champagne e bombas de chocolate.
Foi outra daquelas noites sem fim.
Lembro que ele me falou que eu tinha mudado a vida dele, que tinha feito ele enxergar a vida de outra maneira, menos Cri-cri. Menos catastrophic!
Ficamos muito proximos mesmo, mas eu curti cada minuto, pois sabia que tudo voltaria a ser catastrophic quando ele voltasse pra mulher dele. E assim o foi, paramos por ali mesmo, quando voltei ao Brasil com o meu jarro de rosas vermelhas.
Acreditem, eu nunca sequer dei um beijo nele... nem quando ele apareceu de cueca verde na minha frente, nem quando ele me pediu pra ficar com ele, nem ... em um mundo de ocasioes.
Foi ele que cantou a musiquinha a que me referi no post anterior... e foi ele tambem com quem eu falei hoje a tarde, depois de quase dez anos.
Pois e, achei o numero dele na internet. (ah essa internet!!!) E, na maior cara de pau, liguei pro trabalho dele, e ainda fiz suspense.
Eu falei de mim, ele falou dele. Eu falei mais de mim, e ele falou mais dele. No entanto, nao falamos de nos.
Ele ficou muito serio durante a conversa, e eu fiquei muito nervosa... talvez porque ele tava muito serio.
O homem com quem eu falei hoje...pode ate ser o 'meu' Cri-cri, mas nao era o Cri-cri que me cantava musicas de Roberto Carlos em espanhol, principalmente a musica do gato ' que hace compania', muito menos aquele que me seguia pra todos os lugares.
Talvez a vida tenha sido cruel (catastrophic) com Wilza Carla e com ele tambem. Nao sei.
So sei que depois de um tempo no Brasil, as rosas vermelhas morreram. 'As flores do jardim da nossa casa, morreram todas de saudades de voce...'
Depois de acessos de riso com Neanderteia no telefone, bateu uma tristeza. Ou ele voltou a ser um Cri-cri catastrophic em potencial, ou ele tava se cagando com o fato desse fantasma do passado reaparecer assim do nada. Mofi, eu sou a mosca que pousou em sua sopa!
"El gato que esta en la oscuridad sabe que en mi alma, una lacrima hay".
Quem sabe na proxima vida?

2 Comments:
mata M. mata sin piedad.
buenas, yo...yo no creo en Manuelito, pero que lo hay, lo hay.
Sin piedad? Con piedad! Muchissima piedad!
hehe
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